TRE Amapá inicia ações de cidadania e atendimento eleitoral na Aldeia Aramirã
A iniciativa reúne atividades de educação cidadã, atendimento eleitoral e ações integradas com outros órgãos do sistema de Justiça.

A Justiça Eleitoral do Amapá iniciou, nesta terça-feira, 17, na Aldeia Aramirã, uma série de ações institucionais voltadas à promoção da cidadania, inclusão e fortalecimento da participação política do povo indígena Waijãpi. A iniciativa reúne atividades de educação cidadã, atendimento eleitoral e ações integradas com outros órgãos do sistema de Justiça.

A programação teve início com a abertura oficial, que contou com a presença do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, desembargador Carmo Antônio de Souza, do juiz eleitoral da 11ª Zona, Roberval Pacheco, da procuradora do Ministério Público Eleitoral, Sarah Tereza Cavalcanti, do presidente da Escola Judiciária Eleitoral, Normandes Souza, do juiz federal Alex Lamy, do juiz eleitoral Galliano Céi, e, pela itinerância da Justiça Federal, Jocélio Fleury Neto. Também participaram a diretora-geral Dilma Pimenta, a secretária judiciária Milene Lages, assessora-chefe da Presidência, Adriana Pacheco além de lideranças indígenas e representantes da associação dos povos indígenas.
Política e Cidadania
Durante a ação, a Escola Judiciária Eleitoral desenvolve o Projeto Cidadania Indígena, com atividades formativas voltadas à conscientização sobre direitos políticos, funcionamento das eleições e importância do voto. A metodologia adotada respeita a cultura e a língua do povo Waijãpi, promovendo um ambiente de aprendizado acessível e inclusivo.

Um dos destaques da programação é o treinamento de votação em urna eletrônica parametrizada, adaptada à realidade indígena. Na simulação, os nomes de candidatos são substituídos por elementos do cotidiano da comunidade, facilitando a compreensão do processo eleitoral.
Paralelamente, estão sendo ofertados serviços do cadastro eleitoral, como alistamento (primeiro título), transferência de domicílio, revisão de dados, emissão de segunda via e verificação de débitos, garantindo acesso direto da população indígena aos serviços da Justiça Eleitoral, especialmente em área de difícil deslocamento.

Para o presidente do TRE Amapá, a iniciativa reafirma o compromisso institucional com a inclusão e o fortalecimento da democracia. “Levar a Justiça Eleitoral até as comunidades indígenas é garantir que todos tenham acesso à informação, aos serviços e ao pleno exercício da cidadania. Estamos trabalhando para construir uma democracia cada vez mais participativa, respeitando as especificidades culturais e promovendo a inclusão de todos os povos”, destacou o desembargador Carmo Antônio de Souza.

