Justiça Eleitoral reúne assessores de comunicação dos TREs em Encontro Nacional

O objetivo é trocar experiências, bem como formular e alinhar ações nacionais unificadas

O objetivo é trocar experiências, bem como formular e alinhar ações nacionais unificadas

Nos dias 10 e 11 de outubro, Assessores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) reúnem-se  em Brasília, para a edição de 2019 do Encontro Nacional de Comunicação da Justiça Eleitoral. O evento ocorre a menos de um ano das Eleições Municipais de 2020, com o objetivo de trocar experiências e definir estratégias para a área de comunicação com vistas ao próximo pleito.

Ao dar as boas-vindas aos assessores presentes, a assessora-chefe de Comunicação do TSE, Ana Cristina Rosa, afirmou que, com reuniões como essas, para debater modelos de ação, ganha não só a Justiça Eleitoral, mas a população brasileira. “Nós estamos aqui, ao fim e ao cabo, para prestar um serviço à população brasileira, e um serviço preferencialmente de qualidade”, afirmou. Para a assessora-chefe, é importante unificar o diálogo entre as Assessorias de Comunicação dos TREs, para que, nas eleições do ano que vem, todos falem a mesma coisa e de uma mesma forma.

Ao destacar a importância da tecnologia nas ações de comunicação, Ana Cristina Rosa apontou dados da Pesquisa Video Viewers segundo a qual, nos últimos cinco anos, aumentou em 135% o número de visualizações de vídeos pela internet. Ao mesmo tempo, nesse mesmo período, o crescimento da audiência da televisão foi de aproximadamente 13%. “Então, isso, por si só, já deixaria clara a importância de a gente saber, cada vez mais, manejar essas ferramentas que as redes sociais nos proporcionam”, avaliou.

Inovação tecnológica

Logo após a abertura do encontro, teve início a palestra “Ferramentas de Inovação Tecnológica”, conduzida pelo fundador e ex-diretor do Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados, Cristiano Ferri. De acordo com o palestrante, com o novo cenário que se apresenta, o servidor público precisa de uma grande mudança na forma de pensar (mindset), de ser (novas habilidades) e de agir (ferramentas).

A Administração Pública, segundo ele, também enfrenta vários desafios no setor de inovação tecnológica e na comunicação. “Nós, como servidores públicos, agora é que estamos aprendendo a usar as redes sociais, seja de maneira institucional, seja de maneira individual. Ainda somos muitos tímidos ao usá-las e, com isso, deixamos de exercer as nossas potencialidades e de sermos protagonistas de certas narrativas”, destacou.

De acordo com Ferri, é importante entender que, para ser servidor público no século XXI, são exigidas mudanças mais urgentes, assim como é preciso inovar e se capacitar constantemente.

“O servidor do século XXI, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), precisa ter rebeldia, pensamento crítico, ou seja, seu papel não é mais seguir e obedecer a procedimentos, e sim repensá-los e questioná-los. Isso não significa desobedecer, mas propor mudanças e interpretações que gerem mais resultados. É preciso também se capacitar, aprender sempre, para o resto da vida. Quando você se capacita, do ponto de vista da inovação, você consegue fazer um trabalho melhor”, observou.

Enfrentamento à desinformação

No segundo painel do evento, o juiz auxiliar da Presidência do TSE Ricardo Fioreze falou aos assessores sobre o Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020 e sobre as ações realizadas pela Justiça Eleitoral frente ao fenômeno desde as últimas eleições. O juiz, que é coordenador do grupo gestor do programa, detalhou os seis eixos temáticos pelos quais as ações serão orientadas. São eles: Organização Interna; Alfabetização Midiática e Informacional; Contenção à Desinformação; Identificação e Checagem de Desinformação; Aperfeiçoamento do Ordenamento Jurídico; e Aperfeiçoamento de Recursos Tecnológicos.

Ricardo Fioreze lembrou que algumas ações, na linha da finalidade do programa, já estão em curso e, automaticamente, serão incorporadas à iniciativa. Ele citou como exemplo algumas medidas promovidas pela Assessoria de Comunicação do TSE, como a nova página exclusiva sobre desinformação – disponível no Portal do Tribunal –, a elaboração de vídeos sobre a temática e a realização de uma campanha nacional sobre desinformação e seus efeitos negativos.

“O grupo gestor acredita que também é necessário atuar preventivamente contra a desinformação, não só reativamente. Além disso, já pensamos em várias novas ações, cuja execução ainda será avaliada, logo na sequência. Entre elas estão a ampliação dessas campanhas a diferentes nichos e também um estudo do ordenamento jurídico que nós temos hoje, para ver se é possível um aperfeiçoamento que permita incluir aspectos da desinformação”, disse.

Podcast

A última palestra do dia foi apresentada pela jornalista Miriam Moura, do Grupo Inpress. A palestrante explicou que o podcast explodiu nos Estados Unidos há cerca de dois anos, e, no Brasil, ainda está em expansão, com muito potencial de crescimento. Segundo a jornalista, em 2018, metade dos norte-americanos ouviu podcasts. Este ano, esse número deve atingir 90 milhões de pessoas, de acordo com a Reuters Institute. No Brasil, 43% das pessoas ouvem podcasts com regularidade, de acordo com a jornalista.

Para Miriam Moura, assim como o rádio, o podcast tem o poder de aproximar as pessoas do conteúdo e pode ser usado pelas assessorias da Justiça Eleitoral como estratégia de comunicação entre a instituição e os eleitores. “Isso é muito poderoso. A gente ouve onde quiser. É uma mídia on demand”, disse a palestrante, que também ressaltou a diversidade de temas disponíveis hoje no formato podcast.

A jornalista lembrou ainda que vivemos em uma sociedade hiperconectada, com alto consumo de notícias, e que a comunicação institucional pode fazer muito com essa nova ferramenta de áudio. Nesse sentido, Miriam Moura trouxe exemplos do que está sendo feito sobre podcast no Brasil e no mundo, destacando, inclusive, iniciativas já realizadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais da Bahia e do Pará.

Segundo dia

Nesta sexta-feira (11), segundo dia do Encontro Nacional de Comunicação da Justiça Eleitoral, o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, ministrará palestra sobre o Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação, bem como acerca dos sistemas eleitorais e aplicativos da Justiça Eleitoral. Na sequência, o assessor-chefe de Gestão Eleitoral (Agel) do TSE, Thiago Fini, conduzirá o painel “Resoluções das Eleições 2020: O que vem por aí”. E, fechando o ciclo de exposições, o head of news & sports do Google, Eduardo Brandini, explicará o funcionamento do YouTube e das novas soluções para os canais e conteúdos informativos que são divulgados pela rede.

O Encontro Nacional será encerrado com a reunião plenária dos assessores de Comunicação da Justiça Eleitoral, em preparação para as Eleições 2020. Na ocasião, a Assessoria de Comunicação do TSE apresentará uma síntese das ações planejadas para os próximos meses. Na sequência, será aberto o debate em torno de outras ações possíveis de implementação, além do início da definição de processos de atuação institucional integrada da comunicação durante o pleito.

Com informações do TSE.

Serviço:

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