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Seu Voto Importa: Justiça Eleitoral garante transporte de eleitores indígenas no 2º turno das Eleições 2026
A ação do TRE-AP disponibilizou transporte terrestre e fluvial para facilitar o deslocamento de eleitores indígenas até o local de votação, promovendo acessibilidade e participação democrática
Para garantir que a distância não seja um impedimento ao exercício da cidadania, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) mobilizou uma operação de transporte terrestre e fluvial para assegurar o deslocamento de eleitores indígenas durante o 2º turno das Eleições Gerais de 2026, realizado no domingo, 25 de outubro. A ação integra o programa Seu Voto Importa, que busca ampliar o acesso ao processo eleitoral, promovendo inclusão e acessibilidade.
Na Aldeia Aramirã, território do Povo Indígena Wajãpi, o apoio oferecido pela Justiça Eleitoral foi fundamental para facilitar o deslocamento de quem precisava chegar ao local de votação.
“Foi ótima a nossa viagem para cá, para o Aramirã, porque o TRE mandou o ônibus para buscar a gente no Riozinho. Isso é muito importante para nós”, relatou Kenawari Waiãpi, professor que reside na Aldeia Kwamaraka.

A operação começou no sábado, 24 de outubro, quando cerca de 28 eleitores indígenas que estavam em Macapá seguiram viagem rumo à Aldeia Aramirã, onde funcionam duas seções eleitorais. Para oferecer mais conforto e segurança, o deslocamento foi realizado em ônibus climatizado e equipado com recursos de acessibilidade, acompanhado por um coordenador de acessibilidade responsável por prestar assistência aos passageiros durante o percurso.
“Durante o transporte, nós ajudamos idosos, mães com crianças de colo e pessoas com mobilidade reduzida também”, explicou Euller dos Santos, que atuou como coordenador de acessibilidade.

Além de ônibus, vans e picapes para o transporte terrestre até as comunidades, o TRE-AP disponibilizou 850 litros de combustível para apoiar o deslocamento de eleitores por meio dos rios. A operação contemplou diferentes rotas, incluindo comunidades como Jacaré, CTA e Riozinho, considerando as características geográficas e as dificuldades de acesso às aldeias localizadas em áreas remotas da floresta amazônica.
O planejamento foi organizado pelo TRE-AP, por meio da 11ª Zona Eleitoral, que abrange Pedra Branca do Amapari. Para o juiz auxiliar das eleições na Aldeia Aramirã, Mateus Pavão, a iniciativa também contribui para fortalecer a autonomia das comunidades indígenas e respeitar suas particularidades culturais.
“A Aldeia Aramirã fica situada dentro da terra do povo indígena Wajãpi. Aqui votam cerca de 597 eleitores, e esse programa é bastante importante porque promove a capacitação dos mesários, que são integrantes da própria comunidade. Com isso, eles têm maior autonomia, e sua cultura é respeitada e assegurada pelo Tribunal Regional Eleitoral”, destacou o magistrado.

Seu Voto Importa
Instituído pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o programa Seu Voto Importa reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a garantia do direito ao voto e a ampliação da participação democrática de Povos Indígenas, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e idosos.
No Amapá, a iniciativa leva em consideração os desafios logísticos enfrentados por comunidades indígenas que vivem em regiões de difícil acesso, onde o deslocamento até os locais de votação pode exigir longas caminhadas e dias de viagem.
O professor indígena Paulinho Waiãpi, da Aldeia Pakuwa, destacou a importância do programa e do apoio oferecido pelo TRE-AP, que facilitou o deslocamento de eleitoras e eleitores até a Aldeia Aramirã. Com o transporte disponibilizado pela Justiça Eleitoral, trajetos que poderiam levar até três dias de caminhada foram encurtados, tornando o acesso à votação mais seguro e acessível.
“É muito importante para nós receber pessoas de aldeias distantes, inclusive das comunidades que dependem dos rios para se deslocar. Temos o apoio do TRE, que é fundamental para que todos possam se reunir aqui na Aldeia Aramirã, na Terra Indígena, e participar da votação do segundo turno das eleições e garantir nosso direito de cidadão”, finalizou Paulinho Waiãpi, que atua no cargo de coordenadoria política pública para o Povo Indígena Wajãpi no município de Pedra Branca.
