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2ª Zona Eleitoral realiza primeira audiência pública de carga das urnas no Amapá

A audiência aconteceu no Cartório da 10ª Zona Eleitoral, local onde funciona o depósito de urnas da Justiça Eleitoral

2ª Zona Eleitoral realiza primeira audiência pública de carga das urnas no Amapá

A 2ª Zona Eleitoral realizou, nesta segunda-feira (21), a primeira audiência pública de carga das urnas eletrônicas realizada no Amapá. O procedimento consiste na inserção, nos equipamentos, das mídias preparadas com as informações dos candidatos e dos sistemas que serão utilizados no processo eleitoral. 

A audiência aconteceu no Cartório da 10ª Zona Eleitoral, local onde funciona o depósito de urnas da Justiça Eleitoral. O evento foi aberto pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), desembargador Carmo Antônio de Souza, e contou com a presença do juiz eleitoral titular da 2ª Zona, Luciano Assis; do promotor eleitoral Laércio Mendes; de servidores da Justiça Eleitoral; e de representantes da imprensa. 

Para acompanhar o procedimento, foram convocados representantes de partidos políticos e entidades fiscalizadoras. Por se tratar de uma audiência pública, qualquer cidadão também pode acompanhar a atividade. 

A 2ª Zona Eleitoral conta com 490 urnas eletrônicas, sendo 451 destinadas às seções eleitorais e 39 urnas de contingência, que poderão ser utilizadas em caso de necessidade. Além dos equipamentos eletrônicos, estão disponíveis cinco urnas de lona. A zona eleitoral atende principalmente as regiões Sul e Central de Macapá. 

Após a inserção das mídias, cada urna passa por uma série de procedimentos de preparação e testes. Os equipamentos têm seus componentes verificados, incluindo teclado e sistemas de operação, antes de receberem os lacres de segurança. Esses lacres só poderão ser rompidos no dia do pleito, funcionando como mais uma barreira de proteção dos equipamentos. 

“Mais do que cumprir uma etapa do calendário eleitoral, este momento demonstra compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência. A participação dos partidos, das entidades fiscalizadoras e da sociedade permite que todo o processo seja acompanhado de forma aberta. Cada etapa é realizada com procedimentos específicos de controle e segurança, para garantir a integridade dos equipamentos até o dia da votação”, explicou o desembargador Carmo Antônio de Souza. 

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação, Emanoel Flexa, a preparação é necessária porque as urnas eletrônicas não possuem conexão com a internet e, por isso, precisam receber as mídias com as informações que serão utilizadas durante a votação. 

"Não se trata apenas de preparar o equipamento, mas de conferir se todos os elementos necessários ao funcionamento estão íntegros e correspondem ao que foi previamente definido pela Justiça Eleitoral".  

Ainda segundo Emanoel Flexa, o processo contará com uma etapa de auditoria. Algumas urnas serão escolhidas de forma aleatória por partidos políticos e entidades fiscalizadoras, que poderão conferir se os dados inseridos estão corretos e verificar os resumos digitais, códigos correspondentes aos sistemas instalados nas urnas eletrônicas. 

“Tudo isso as entidades fiscalizadoras têm a oportunidade de checar”, acrescentou o secretário. 

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