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Eleições no Bailique: equipes se mobilizam em 9 comunidades para o 2° turno
Equipes adiantam logística para preparar locais de votação nas comunidades espalhadas pelo arquipélago
A Justiça Eleitoral do Amapá realiza, em todos os turnos das Eleições, o mesmo planejamento logístico para garantir que a votação aconteça em todos os municípios e regiões remotas do Estado. Em Macapá, no Distrito do Arquipélago do Bailique, 4 dias antes do 2° turno, equipes se mobilizaram em 9 localidades: são urnas eletrônicas protegidas em caixas de isopor, urnas de contingência, material para preparo das seções eleitorais, suprimentos, combustível, entre outros equipamentos para munir os profissionais de acordo com a competência de cada um.
Na última quarta-feira, 21, uma grande embarcação com mais de 70 profissionais saiu do Igarapé da Fortaleza, fronteira entre os municípios de Macapá e Santana, rumo ao distrito do Bailique. Foram percorridos cerca de 180 km em 13 horas de viagem.
Na quinta-feira, 22, 4 equipes de coordenadores de local de votação, técnicos de transmissão, bombeiros e policiais militares desembarcaram para as comunidades de Limão do Curuá, Itamatatuba, Jaburuzinho e Foz do Gurijuba.
Na sexta-feira, 23, foi a vez das equipes das localidades de Franco Grande e Arraiol.
No sábado, 24, partiu a última equipe para Igarapé Grande da Terra Grande. Na ocasião do embarque, Virgílio Vieira, coordenador de logística do Arquipélago do Bailique para as Eleições 2026 explicou a estratégia.
“Primeiro desembarcamos as equipes das comunidades mais próximas da capital. Vila Progresso é a vila onde se concentram a maioria dos eleitores do Bailique, então, é a nossa última parada e lá atracamos. É a nossa base para auxílio das demais comunidades”, afirmou o coordenador.
Vila Progresso e Vila Macedônia estão próximas, sendo separadas por um grande rio, e possuem a maior quantidade de eleitores do distrito: mais de 2.500 eleitores. Ao todo, pelo menos 5 mil eleitores estão cadastrados, em todo o Bailique, na Justiça Eleitoral, nas seções espalhadas por vilas do arquipélago.
Natureza como guia
A Justiça Eleitoral realiza em 2 anos o planejamento de cada pleito: são estudos, avaliações de como foram os últimos turnos, mudanças que devem ser feitas para adaptar o trabalho em cada região. Porém, é de conhecimento do TRE Amapá que há mudanças climáticas e naturais que podem mudar o curso das rotas delimitadas.
“No sábado, véspera do 2° turno, a equipe da comunidade de Igarapé Grande da Terra Grande, apesar do atraso na partida devido à maré baixa, todas as seções foram instaladas em tempo hábil”, informou o coordenador.