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Juíza Elayne Cantuária acompanha operação da Justiça Eleitoral no Bailique
Titular da 14ª Zona Eleitoral acompanhou a estrutura preparada para garantir acesso ao voto, acessibilidade e sustentabilidade nas comunidades ribeirinhas
A juíza titular da 14ª Zona Eleitoral, Elayne da Silva Ramos Cantuária, acompanhou de perto a operação da Justiça Eleitoral e a execução do projeto-piloto EcoEleições no distrito do Bailique durante as Eleições 2026. A atuação na região também contou com o suporte do juiz eleitoral auxiliar Murilo Augusto, diante dos desafios logísticos de uma localidade onde os rios são as principais vias de deslocamento.
Durante a operação, a magistrada acompanhou as ações desenvolvidas para garantir que as distâncias e as dificuldades de locomoção não impedissem a participação dos eleitores.
“Quando nós pensamos que, na Amazônia, as estradas são rios, nós precisamos adaptar essa realidade para que essa pessoa com deficiência possa ser contemplada. Porque o voto dela é igual ao de todo mundo.”
Entre as iniciativas esteve o Seu Voto Importa, que disponibilizou transporte e suporte para eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida. No Bailique, a estrutura foi adaptada à realidade ribeirinha, com embarcações e cadeiras de rodas utilizadas para auxiliar o deslocamento dos eleitores.

Para Elayne Cantuária, garantir a participação passa também por compreender as diferentes realidades encontradas nas comunidades.
“Todos precisam ser incluídos. A democracia é de todos. A democracia é dos negros, a democracia é dos cadeirantes, a democracia é de todo mundo. Então, o voto de cada pessoa importa.”

Sustentabilidade no Bailique
A operação também contou com o EcoEleições, projeto-piloto desenvolvido no Bailique, com ações de coleta seletiva, educação ambiental e logística reversa.
A iniciativa buscou reduzir a geração e o descarte inadequado de resíduos durante o pleito e, ao mesmo tempo, envolver as comunidades em ações de conscientização ambiental.
“O Bailique é o nosso projeto-piloto. [...] É possível a gente recolher esse lixo, dar noções de sustentabilidade, noções de ecologia, para que a população, conjuntamente com a Justiça Eleitoral, possa mostrar que uma eleição 90% sustentável é possível, com menos lixo, com menos descartes de material, com logística reversa.”