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SGP Perto de Você: Programa leva reflexão sobre tipos de violência contra a mulher
Em visita a Cartórios no interior do Estado, equipe debateu sobre temas recorrentes no dia a dia
Servidores, requisitados, terceirizados e estagiários do Cartório da 8ª Zona Eleitoral, em Tartarugalzinho, dialogaram sobre os tipos de violência contra a mulher, assédio e discriminação que ocorrem no cotidiano. A roda de conversa ocorreu nesta quinta-feira, 15, durante a realização do programa “SGP Perto de Você”: projeto que leva temas e oficinas para contribuir com reflexões e melhorar qualidade de vida.

O diálogo foi mediado pela servidora do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), Lena Mendes. Além de ser Coordenadora de Desenvolvimento da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), a mediadora também faz parte da Comissão de Acompanhamento do Programa de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.
“A Justiça Eleitoral é uma justiça cidadã e, dentro do aspecto amplo da democracia, está a conscientização para combater os tipos de violência contra a mulher. Trouxemos essa reflexão para todos, homens e mulheres a serviço do TRE Amapá. Falamos sobre os tipos, como acontece e em que ambientes a violência contra a mulher pode ocorrer e como ajudar em cada caso”, informou a coordenadora.

A roda de conversa contou com a participação de todos que atuam na 8ª Zona Eleitoral e, através de dinâmicas de reflexão, os participantes puderam dar apontamentos e aprender mais sobre sete tipos de violência: física, moral, sexual, vicária, psicológica, financeira e política.
“Este tema é muito importante ser debatido dentro dos órgãos públicos, pois nós como servidores atendemos muitas pessoas que trazem situações vivenciadas em casa ou no trabalho. Com mais conhecimento sobre o assunto, podemos orientar sobre como agir nestes casos de violência”, detalhou Lana Moraes, servidora requisitada que já atua há 16 anos no cartório de Tartarugalzinho.

A temática aborda uma questão vivenciada em todos os âmbitos da sociedade. Para o programa “SGP Perto de Você”, instigar a reflexão sobre o assunto é de grande relevância para a Justiça Eleitoral e os cidadãos e cidadãs como um todo.
“Além da conscientização, passamos a todos como achar os caminhos, canais, metodologias e servir como apoio à pessoa que está sofrendo qualquer tipo de violência. Não só para as mulheres, mas todos os servidores também devem entender a questão e expandir esse conhecimento à família, no trabalho, na sociedade em geral”, explicou a mediadora.
Além da coordenadora, participaram do programa os servidores Heverton Fernandes, Secretário de Gestão de Pessoas e Marcílio Lira, chefe da Seção de Assistência à Saúde.

Judiciário no combate à violência contra mulher
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tornou obrigatória, em todos os tribunais brasileiros, a implementação do Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança voltado ao enfrentamento da violência doméstica contra magistradas e servidoras.
Em consonância com a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, instituída pela Resolução CNJ n. 254/2018, o texto aprovado introduz avanços, como a ampliação da proteção às colaboradoras, em sentido amplo, e a seus familiares. O termo “colaboradoras” compreende estagiárias, residentes, aprendizes, trabalhadoras terceirizadas, comissionadas e voluntárias que atuam no âmbito do Poder Judiciário.